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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Grandes Craques: Romário




Gênio
da grande área. Essa frase define bem o baixinho. Qualquer um poderia dizer essa frase que não haveria mal algum. Mas não foi qualquer um que falou isso. Foi simplesmente Johan Cruyff, um dos maiores jogadores da historia do futebol mundial.

Romário começou a carreira no Vasco no ano de 85, com apenas 19 anos. Só no primeiro ano, ele mostrou que era diferenciado, marcando 24 gols . Ficou no seu clube de origem pouco tempo, pois o PSV Eindhoven da Holanda o contratou. Fez gols, ganhou dinheiro e depois de algum tempo o gigante Barcelona mostrou interesse nele.

No Barça, fez uma dupla com o búlgaro Hristo Stoichkov, levando as defesas adversarias a loucura. Nessa época, foi escolhido o melhor jogador do mundo pela Fifa, maior entidade do futebol. Romário ainda jogou no Valência da Espanha antes de passar pelo Flamengo.

O Flamengo não podia ser deixado de lado. Mesmo sendo rival do Vasco, Romário foi a contratação de peso do Mengão no seu centenário. Foi no time da gávea que o baixinho fez um dos seus gols mais bonitos da carreira. Contra o Corinthians, Romário deu um elástico sensacional em cima de Amaral e depois só deu um tapa na bola para fazer o gol. Amaral deve ter problemas na coluna até hoje por causa desse lance.

Romário acabou jogando em clubes um pouco desconhecidos no fim da carreira, pois estava com o objetivo de chegar aos mil gols. Também fez amistosos contra time de sênior pelo Vasco. Acabou chegando ao milésimo gol no ano de 2007 contra o Sport Recife, num gol de penalti que fez o povo brasileiro lembrar de Pelé.

O baixinho era polêmico. Saia para festas, não gostava de treinar, brigava com a torcida e com companheiros do time. Falou uma vez que Pelé com a boca fechada era um poeta. Ele não tinha vergonha de falar, de dizer o que sentia e até mesmo de chorar em público, como fez antes da Copa de 2002, quando não foi convocado por Luís Felipe Scolari.

Duas Copas antes dessa recém citada, na de 94, o baixinho fez história. O Brasil estava quase fora da Copa, quando Parreira o chamou para o último jogo das eliminatórias, contra o Uruguay no Maracanã. Ele fez dois gols e garantiu o Brasil nos Estados Unidos.

O Brasil vinha de um jejum de 24 anos sem títulos mundiais. O baixinho fez dupla com Bebeto, formando um ataque imbatível, numa seleção que era considerada fraca se comparada aos últimos anos. Parece que Romário tem estrela. Fez gols importantíssimos em jogos complicados, como o contra a Suécia. Praticamente ganhou a Copa sozinho.

O nosso país já teve grandes jogadores, principalmente grandes atacantes, mas em toda a história, depois de Pelé, não vejo outro jogador com tanta qualidade que nem ele. Com certeza é o melhor que eu vi jogar na posição e certamente está entre os melhores da história mundial.

sábado, 7 de novembro de 2009

GRANDES CRAQUES: Diego Maradona



Nos anos 80 e 90, o futebol já tinha em seu meio popular grandes zagueiros, basta citar a defesa do gigante clube da Itália, AC Milan, destes anos: Baresi, Maldini, Costacurta e Tassotti. Era fácil perceber uma tática mais defensiva, equilíbrio ou até ferrolhos.

Maradona brilhou nestes anos. Saído do Argentinos Juniors, passando pelo Boca Juniors e indo jogar na Europa pelo Barcelona e, depois, por sete anos no Napoli, o argentino tinha o trabalho constante de passar por diversos marcadores cuidando apenas sua movimentação, prontos para pará-lo a qualquer custo. Perseguição essa que muitos outros grandes craques do passado não tinham enfrentado.

Diego era baixo. Não era fraco - aguentava a pressão de jogadores muito maiores que ele -, mas também não tinha o melhor dos físicos. Em vez disso, ele possuía uma agilidade inata, uma visão de jogo inigualável e uma técnica apurada com a bola que servia para armar o jogo, driblar, chutar, tudo com muita qualidade. Sendo um jogador inteligente, ainda garantia passes desconcertantes sempre que um colega do time melhor posicionado aparecia.

Para observar melhor suas qualidades, basta lembrar daquele jogo, em 22 de junho de 1986. Copa do Mundo. Cidade do México, no Estadio Azteca. Quatro anos depois da Guerra das Malvinas, Argentina e Inglaterra se enfrentavam por uma quartas-de-final. O clima era tenso no local, os argentinos tinham a derrota na guerra engasgada nas gargantas e queriam a vingança.

O jogo começou duro, as duas equipes atacavam constantemente, Maradona armava os argentinos, o goleiro inglês parava o ataque como podia. O primeiro tempo acabou 0 a 0. E, aos seis minutos, Maradona decidiu que jogaria. Não necessariamente legalmente - Diego não era grande fã de regras, mas foi um Grande Craque, sem importar sua conduta fora ou dentro de campos -, e marcou o conhecido "Mano de Díos", um gol de mão, validado, depois de jogada dele, achando Valdano na direita e correndo para a área. Aquilo era uma afronta. Um gol de mão! Em plena Copa do Mundo! A Inglaterra perdia para uma de suas maiores rivalidades daquela forma...

...ou não. Maradona, ele de novo, fez o chamado "Gol do Século". Apenas quatro minutos depois da Mano de Díos, Diego recebe a bola antes do meio-campo, e, em dez segundos, dribla seis jogadores ingleses, em uma demonstração absurda de qualidade, agilidade e técnica, e faz o segundo gol. Aquilo seria o suficiente para vencer o jogo, mesmo com a tentativa de reação dos ingleses - Gary Lineker marcaria um gol para diminuir a vantagem da Argentina. Dois gols míticos, uma só partida. Apenas um craque como Maradona poderia fazer isso.

Diego era a apoteose do jogador argentino, e não há história de vida ou extra-campo que apague seus dribles, gols e passes. Ele entregou, sozinho, uma Copa do Mundo para uma nação apaixonada por futebol, encheu de lágrimas olhos de torcedores e torcedoras, encantou, marcou seu nome para sempre na bela história do futebol.

E, se quiser, pode até se apresentar hoje em dia, com estilo, que não há ninguém para desmentir:

- Dieguito Maradona, mas pode me chamar de D10s.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

GRANDES CRAQUES: Zinedine Zidane


O nome da série é Grandes Craques, mas Zinedine Zidane não é craque, é gênio. Nascido na França, com origem Argelina, se criou em Marselha e começou a carreira profissional no AS Cannes aos 17 anos.

Zizou mostrava todo seu futebol na França e logo foi contratado pelo Bordeaux, fazendo 10 gols em sua primeira temporada. Mas foi em 1997 na Juventus de Turin -Itália - que Zidane começou a apareçer para o mundo. Com a camisa 21 da Velha Senhora o francês esbanjou categoria, armava, driblava, batia faltas, tudo com muita categoria. Ao lado de Del Piero era um terror para os adversários.

Pela seleção françesa foi o melhor camisa 10 desde Platini, e em 98 levantou o taça do mundo, fazendo dois gols na final contra o Brasil. Em 2006 a França chegaria à final mais uma vez, perdendo para a Itália nos penaltis. No tempo regulamentar foi 1 a 1, gol de quem? Zidane deu um cavadinha no penalti deixando Buffon sentado.

Mas foi com a camisa 5 do Real Madrid que Zidane realmente brilhou. Suas passadas longas deixavam os adversários tontos, seus passes eram perfeitos e quando Zizou chegava na área adversária era gol. O seu golaço na final da Champions League de 2001/2002, é uma prova de ele era um jogador diferente.

Até hoje poucos se arriscam a dizer em que posição atuava, volante, meia, armador, e qual era sua perna preferencial? Nem ele sabia responder, desde pequeno era ambidestro. Em jogo válido pela seleção francesa chegou a marcar dois gols de falta, um com cada perna.

Mas o que realmente chama atenção em Zizou é sua elegancia e categoria, seu domino de bola era perfeito, para se livrar do inimigo bastava um movimento, não precisava fazer dribles para se exibir, não dava show sem necessidade. Ronaldo cansou de fazer gols fáceis, Zidane facilitava, o daixava na cara do gol. Um jogador completo, vaga cativa em qualquer time da história do futebol.

Ganhou o prêmio de melhor do mundo três vezes pela Fifa, e vários outros prêmios durante a sua curta mas brilhante carreira.

Zidane encerrou a carreira em 2006, e deixa saudades até hoje afinal poucos jogadores com suas características apareceram no futebol. Me orgulho de dizer, não vi Pelé, vi Zidane.